domingo, 27 de novembro de 2011

A importância da RSE


“É cada vez maior o número de empresas europeias que promovem estratégias de responsabilidade social como reacção a diversas pressões de natureza social, ambiental e económica. Pretendem, assim, dar um sinal às diversas partes interessadas com as quais interagem: trabalhadores, accionistas, consumidores, poderes políticos e ONG. Ao procederem desta forma, as empresas estão a investir no seu futuro e esperam que este compromisso voluntário contribua para o aumento da sua rentabilidade.” (Livro Verde, pag.3)

De acordo com Duane Windsor, autor de Corporate Social Responsibility: Three Key Approaches, a RSE é qualquer conceito que diz respeito à forma como os gestores devem lidar com políticas públicas e questões sociais, dentro ou fora dele.

“Primeiramente, a responsabilidade social poderá vir a ser um instrumento para aprofundar as políticas comunitárias. Em segundo lugar, a proliferação de diferentes instrumentos de RSE (normas de gestão, sistemas de rotulagem e certificação, notificação, etc) difíceis de comparar é fonte de confusão para empresas, consumidores, investidores, outros agentes interessados e publico em geral, o que, por seu turno, poderá gerar distorções no mercado. Por conseguinte, há espaço para uma acção comunitária que facilite a convergência dos instrumentos utilizados, à luz da necessidade de garantir o bom funcionamento do mercado interno e a manutenção de uma envolvente equitativa.” (Comunicação da Comissão, pág. 8/9)

Subhabrata Banerjee, autor de Corporate Social Responsibility: The Good, The Bad, and The Ugly, acredita que é necessária a criação de uma carta universal obrigatória para as empresas ao invés de códigos de conduta voluntários. Ele defende que uma empresa nunca pode fazer o papel dos governos (contribuir para o bem-estar social), simplesmente porque a sua função básica resulta de necessidades económicas. Assim sendo, as tentativas de transformar a RSE em capital social nunca irão resultar, a menos que se levem a cabo reestruturações significativas na política económica e se repense o papel da empresa na sociedade.

“A necessidade de acção dos poderes públicos resulta ainda de uma gestão inadequada aos níveis global e nacional. (…) A Comissão sublinhou o facto de a globalização poder vir a produzir efeitos negativos caso não seja controlada.” (Comunicação da Comissão, pág. 8)

Para Robert Reich, autor de Supercapitalism: The Transformation of Business, Democracy, and Everyday Life, é necessário abandonar a defesa da RSE para voltar a incentivar a participação civil e o diálogo público. A RSE tornou-se uma ferramenta para manipular as expectativas e crenças dos cidadãos. Moses Pava, autor de Why Corporations Should Not Abandon Social Responsibility, também concorda que algumas empresas tentam enganar os investidores com o uso incorrecto da RSE. No entanto, defende que a RSE é um veículo para promover a transparência, integridade, melhoria da comunicação, responsabilidade perante terceiros, intercâmbio de conhecimentos e desenvolvimento consciente.

Com a RSE, as empresas conseguem construir emprego de longo prazo e ganhar a confiança dos consumidores e cidadãos, a base para o desenvolvimento sustentável do negócio.
Para o governo é importante saber os mecanismos potenciais e os limites da responsabilidade social para que possam criar as políticas mais eficientes possíveis para o desenvolvimento sustentável. Já para as organizações da sociedade civil, é importante saber se os impactos da RSE são maiores ou menores, e como eles os poderão influenciar.
São vários os factores que motivam esta evolução para a responsabilidade social pelas empresas entre os quais as novas preocupações e expectativas dos cidadãos, consumidores, autoridades públicas e investidores e a preocupação crescente face aos danos provocados no meio ambiente pelas actividades económicas.
Ao promover a RSE, a Comissão Europeia cria condições favoráveis para o desenvolvimento, comportamento empresarial responsável e criação de emprego duradouro de médio e longo prazo.
Para assegurar a conformidade das políticas da UE, a comissão está interessada em criar um grupo de interserviços em matéria de RSE, tendo como objectivo trocar informações e assegurar a coerência entre acções da comissão nesse domínio e promover mais intensamente a integração de princípios de responsabilidade social nas políticas comunitárias.

Em conclusão, a RSE requer uma interligação entre os stackeholders internos e externos para permitir às empresas prevenir riscos e retirar vantagens das expectativas da sociedade que estão em constante mudanças.
Cindy Dias
Filipa Lelé
Maie Peetri
A company is responsible for providing more benefits than just profits for shareholders. It has a role to play in treating its employees well, preserving the environment, developing sound corporate governance, supporting philanthropy, fostering human rights, respecting cultural differences and helping to promote fair trade, among others. All are meant to have a positive impact on the communities, cultures, societies and environments in which companies operate. 
These efforts should also benefit a company’s various stakeholders, who comprise all or some of the following: customers, employees, executives, non-executive board members, investors, lenders, vendors, suppliers, governments, NGOs, local communities, environmentalists, charities, indigenous people, foundations, religious groups and cultural organisations.
Juno Consulting
CSR Definition
“Responsible businesses go beyond what is required by law to make a positive impact on society and the environment through their management, operations and products and through their engagement with stakeholders including employees, customers, investors, communities and suppliers”.
At the centre of this definition are three key themes:
1. CSR involves voluntary initiatives by enterprises which go beyond simple compliance with the law;
2. CSR involves the whole business process rather than simply focussing on corporate philanthropy or charity and;
3. CSR involves a close understanding of and involvement with appropriate stakeholders.
“Multinational corporations should take responsibility for the improvement of world-wide social and environmental conditions”.
(Scherer and Smid in Windsor 2001, p. 245)
“CSR is a long-term approach to business that addresses the needs of communities, people and their employers. CSR provides frameworks for successful enterprise that is harmonious with its surroundings. CSR is an opportunity to generate honest, authentic good-news stories that a business and its community can be proud of.
CSR must be sustainable - remaining a fundamental part of your business regardless of changing fortunes.”

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

“Responsabilidade social das empresas (RSE) é qualquer conceito que diz respeito à forma como os gestores devem lidar com políticas públicas e questões sociais, dentro ou fora da empresa.”
Duane  Windsor

O que é a RSE?

A definição de Responsabilidade Social das Empresas (RSE), de acordo com o Livro Verde, é um conceito segundo o qual as "empresas decidem numa base voluntária, contribuir para uma sociedade mais justa e para um ambiente mais limpo.(...). Esta responsabilidade manifesta-se em relação aos trabalhadores e, mais genericamente, em relação a todas as partes interessadas afectadas pela empresa e que, por seu turno, podem influenciar os seus resultados". O conceito de RSE é definido como a "integração voluntária de preocupações sociais e ambientais por parte das empresas nas suas operações e na sua interacção com outras partes interessadas".
A RSE defende também que "ser socialmente responsável não se restringe ao cumprimento de todas as obrigações legais, implica ir mais além através de um maior investimento em capital humano, no ambiente e nas relações com outras partes interessadas e comunidades locais". 



LIVRO VERDE
Promover um quadro europeu para a responsabilidade social das empresas
(apresentado pela Comissão)